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| Foto Internet: Jornal Leopoldinense |
A vereadora Kélvia Raquel na sua oratória na reunião da Câmara de Vereadores
desta segunda feira, dia 13 de fevereiro, usou o espaço para fazer um desabafo
e um protesto sobre a violência infantil na cidade de Leopoldina. A mesma
abordou o suposto estupro ocorrido no último sábado, na estrada que liga
Piacatuba a Tebas, sofrido por uma garota de 14 anos de idade. Segundo ela ao
ser procurada acompanhou a vítima até a Casa de Caridade de
Leopoldina, a confecção do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar e ainda
aguardou a presença dos peritos para os exames de praxe para constatação do
fato consumado. A mesma lamentou e pediu aos seus companheiros de câmara que
ajudem a encontrar o caminho para que em Leopoldina possa ter uma perito do
sexo feminino para atender esses casos de estupro, pois a pessoa que é vítima,
além do constrangimento do fato ocorrido e dos traumas que isso possa
significar, na hora do exame de corpo delito ainda tem que passar por exames
com peritos do sexo masculino, nada contra aos profissionais, mas que é
constrangedor. A mesma ainda disse que quer debater esse tema pois os casos em
Leopoldina são corriqueiros, pelo menos os que são divulgados e denunciados e
que não se admite o que ela ouviu de uma pessoa que contou lhe que uma autoridade havia dito o seguinte: “isso em Leopoldina ficou
cultural”. A vereadora disse que vai procurar as autoridades policiais, os
juízes, os promotores e não deixará que isso se torne rotina como acreditam
algumas pessoas. A vereadora Kélvia Raquel tem conhecimento maior sobre o
assunto pois atuou e atua junto a CASA LAR, que abriga crianças com um certo
grau de risco. Os estupros geralmente, segundo especialistas, acontecem com
pessoas próximas as vítimas como familiares, amigos e na sua maioria das vezes
são abafados por dois motivos: proteção ao acusado e medo de expor as vítimas
envolvidas nos casos.
A vereadora Kélvia Raquel aproveitou para ressaltar os trabalhos das organizações não governamentais da cidade como: CASA LAR, APAE, AVAC, GRUPO LEVANTA DE NOVO e outras e disse que temos que valorizar essas instituições, e que há a cultura que o poder público está fazendo um favor as mesmas, quando repassa alguma ajuda e pelo contrário as instituições é que estão fazendo um favor ao poder público, absorvendo e ajudando nos setores que há lacunas no atendimento e é necessário que se cumpra o combinado, repassando os valores nas datas combinadas para que as instituições possam se programar e trabalhar dentro de um certo cronograma.

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